Introdução:
A possível alteração da jornada de trabalho 6×1 está gerando preocupação em diversos setores da economia. Muito além de uma simples mudança na escala de trabalho, essa decisão pode provocar aumento de custos, perda de competitividade, crescimento da informalidade e repasses ao consumidor final. É urgente que o debate seja conduzido com responsabilidade técnica, e que o governo assuma sua parte, especialmente reduzindo os encargos sobre a folha de pagamento.
O impacto atinge em especial alguns segmentos como a hotelaria, gastronomia, saúde, educação e a construção civil
A indústria da construção já se posicionou com firmeza sobre os riscos da extinção da jornada 6×1. No entanto, outros segmentos essenciais da economia também dependem desse modelo para manter suas atividades funcionando de forma eficiente e contínua:
• Hotelaria e turismo, que operam 7 dias por semana;
• Gastronomia, com picos de atividade noturnos e nos fins de semana;
• Saúde, com plantões diários e atendimento 24 horas;
• Educação, especialmente em redes privadas e profissionais que atuam em várias instituições.
Cidades turísticas como Foz do Iguaçu, por exemplo, poderão enfrentar aumento na informalidade e dificuldades para manter serviços de qualidade, caso não haja flexibilidade legal e equilíbrio nos custos.
A conta não pode ficar só com as empresas
O modelo 6×1 é uma engrenagem importante para setores que funcionam com alta demanda e escalas rotativas. A alteração dessa jornada, sem contrapartidas, representa um aumento imediato dos custos operacionais para as empresas.
➡️ E quem vai pagar essa conta? O empresário, que já lida com uma das folhas de pagamento mais caras do mundo, ou o consumidor final, com serviços mais caros e menos acessíveis?
Sem uma reforma na tributação da folha, que inclua redução de encargos sociais, desoneração setorial e incentivos à formalização, não há sustentabilidade para essa mudança.
O Custo Brasil não comporta novos aumentos
O chamado “Custo Brasil” já sufoca a competitividade das empresas nacionais. Alta carga tributária, burocracia excessiva, insegurança jurídica e encargos trabalhistas elevadíssimos formam um cenário hostil ao investimento e à geração de empregos.
🛑 Qualquer mudança que aumente ainda mais esse custo, como a alteração da jornada 6×1, só agrava esse cenário.
Mais técnica e menos populismo
É necessário tirar o debate da esfera ideológica e populista. Os legisladores precisam assumir um compromisso com a realidade do mercado e com o equilíbrio das relações de trabalho.
O Congresso Nacional precisa:
• Ouvir representantes de todos os setores econômicos;
• Avaliar o impacto da medida nas regiões mais turísticas e nos serviços essenciais;
• Propor medidas de compensação real, como a redução dos tributos sobre a folha;
• Incluir o tema dentro de um plano mais amplo de modernização trabalhista e redução da informalidade.
Conclusão
A alteração da jornada 6×1 não pode ser aprovada isoladamente. O tema precisa ser debatido com profundidade, visão de longo prazo e base técnica. Os impactos sobre o custo das empresas e o mercado formal de trabalho são grandes demais para serem ignorados.
⚠️ O Brasil não pode repetir os erros do passado, em que decisões populistas prejudicaram a economia e a geração de empregos.
📣 É hora de responsabilidade. É hora de escutar os setores produtivos e agir com técnica. O trabalhador precisa de proteção, mas a empresa precisa de condições para contratar.
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